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100 anos de Relações Públicas no Brasil: uma estratégia de comunicação para a área?

Publicado em 17 de Setembro de 2014

Por Bárbara Azevedo, aluna do 6° período de Relações Públicas da FACHA.

 

Este artigo tem como proposta analisar a efeméride “100 anos de Relações Públicas no Brasil” do ponto de vista de várias instituições ligadas à profissão: conselhos regionais, instituições de ensino e outras entidades. Interessa-nos verificar se a data simbólica representa ou não uma oportunidade de resgate de memória da área e/ou das instituições pesquisadas. 

Para isso, a primeira estratégia foi o levantamento de ações em torno da efeméride nas redes sociais e em sites. Em seguida, a elaboração de um questionário que identificasse de que forma os 100 anos de RP no Brasil contribuiriam, ou não, para a visibilidade da profissão. Por enquanto, o retorno de questionários respondidos foi de 15% apesar da utilização de diversos canais de comunicação com as entidades - a não ser pelo clipping, que está sendo realizado desde maio, há dificuldade em realizar o levantamento de ações de comunicação.

As Relações Públicas completam 100 anos no Brasil em 2014. A empresa The Light Power and Co. Ltda, em São Paulo, foi a primeira a ter de um departamento de Relações Públicas, criado em 30 de janeiro de 1914, sob a direção do engenheiro Eduardo Pinheiro Lobo, pioneiro na profissão.

As datas redondas, as efemérides e as comemorações em geral podem ter importância midiática. Isso posto, os eventos em torno do tema “100 anos de RP no Brasil” poderiam contribuir para o esclarecimento e reconhecimento das Relações Públicas? Podemos utilizar o centenário como ferramenta de comunicação para discussões futuras e/ou resgatar o passado e projetar o futuro?

Em geral, a memória é um fator importante no ser humano, pois ‘’como propriedade de conservar certas informações, remete-nos em primeiro lugar a um conjunto de funções psíquicas, graças às quais o homem pode atualizar impressões ou informações passadas, ou que ele representa como passadas’’ (Le Goff, Jacques, 1924, pag 366). Então, as memórias podem inserir o indivíduo no tempo e fazer com que ele reconheça sua identidade à medida que resgata a lembrança.

A partir dos dados da pesquisa, pode-se notar que o centenário é considerado uma ferramenta de comunicação, mas para colocar em pauta temas considerados relevantes, como atualização permanente da profissão, divulgação da discussão da flexibilização da Lei 5.377,44, necessidade de mostrar o caráter estratégico e os benefícios das Relações Públicas nas organizações, como a contribuição na área de responsabilidade social.

Os primeiros achados levanta uma questão: será que, atualmente, em que as mudanças estão aceleradas, o simples resgate da memória do centenário da profissão não desperta um valor emocional a princípio e, portanto, é compreensível que os profissionais estejam mais voltados para as futuras oportunidades para as Relações Públicas. Parece-nos que os 100 anos podem estar sendo utilizado como plataforma para futuras oportunidades e mudanças sem resgatar, necessariamente, valores e lembranças.

 

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