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As Relações Públicas emergindo na sociedade globalizada

Publicado em 17 de Setembro de 2014

Por Luciana Bassoli, formada em Relações Públicas pela Universidade do Sagrado Coração, Bauru/SP.

 

No século XXI ouve-se muito sobre globalização, mundo conectado, “aldeia global”, mas será que tudo isto faz realmente bem às pessoas? Quanto disto é realmente comunicação? Podemos entrar num processo chamado de anti-informação, onde a audiência possui um intenso fluxo de mensagens, que ficam extremamente expostas ao leitor, mas é tão prático e tão fácil ter acesso a uma nova manchete, que o telespectador acaba absorvendo informações superficiais, ou às vezes nem as consome realmente, o cérebro não chegou a aceitar a mensagem, apenas ”passou o olho” na notícia e aquilo que foi visto já foi esquecido.

Mas, aí fica a pergunta, como melhorar este conceito? Como propor às pessoas uma ambientalização no mundo, para que elas esqueçam um pouco das conexões e realmente se aprofundem em informações concretas, concisas e ao final de ler um bom livro, uma boa reportagem estejam a par do que foi visto e saibam até mesmo reportar a terceiros. E não apenas ler o lead de uma notícia e passar informações às vezes incoerentes.

É fato que a globalização auxiliou e ainda coopera muito com a área de Relações Públicas, apesar de todas as críticas que envolvem o tema a tão famosa conectividade com o mundo todo, também chamada de “aldeia global”, pode-se observar que a facilidade com que o profissional da área  de comunicação tem para aproximar-se do seu público-alvo é extremamente abundante, pois diversas barreiras, principalmente geográficas foram quebradas, o que facilita muito, lembrando sempre que nada substitui o contato face-a-face, este sim, é inigualável. Mas pode-se pautar que a comunicação é que realmente incorporou a globalização na sociedade, pois sem ela não existiria nem mesmo o profissional de Relações Públicas.

Para isso, é preciso entender que o profissional de comunicação, com sua ética e bagagem profissional, teoria e a própria essência da área de Relações Públicas auxilia muito bem no processo de desenvolvimento de organizações mais ”humanizadas” e que consigam enxergar clientes e funcionários como pessoas, e não simplesmente como máquinas que fazem parte da colaboração da organização, seja interna ou externa.

A profissão de Relações Públicas completa 100 anos no Brasil e a cada dia que passa os apaixonados por esta profissão provam a importância destes no mundo globalizado, e é a partir de profissionais que amam o que fazem e que defendem a legislação dos profissionais e a atuação dos mesmos é que o mundo se sentirá cada dia mais carente da atuação de um Relações Públicas.

A imersão da área no mundo globalizado, não vem de hoje, óbvio, pois a comunicação trouxe a globalização à tona, mas ambos permeiam uma sociedade robusta, que vem se desenvolvendo, com o passar dos anos, com uma velocidade ininterrupta e apenas boas estratégias de Relações Públicas, contatos leais com o governo, com a mídia, um excelente networking e principalmente, um efetivo relacionamento com os funcionários e clientes é que são capazes de manter uma organização nesta “aldeia global”, e mais do que isto, conscientizar os próprios seres humanos da importância que eles têm para a sociedade e de que a comunicação  eficaz é primordial em qualquer organização, sociedade ou “aldeia global”.

 

Luciana Bassoli, formada em Relações Públicas pela Universidade do Sagrado Coração, Bauru/SP.

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