O que são Relações Públicas?

Relações Públicas são processos contínuos para gerar o entendimento e a comunicação dentro e fora de uma organização, envolvendo os seus públicos, além de uma profissão regulamentada (habilitação oferecida pelos cursos de Comunicação Social), constituem-se de processos contínuos para gerar o entendimento e a comunicação dentro e foram de uma organização, para com todos os seus públicos. Outra característica que se sobressai é o planejamento estratégico da comunicação institucional, fundamental para alcançar-se o êxito nas iniciativas que envolvam relacionamento. Para obter esse resultado, as ações do profissional de Relações Públicas são fundamentadas na filosofia administrativa da empresa e aplicadas através de técnicas de comunicação.

As Relações Públicas configuram-se hoje como uma função indispensável devido à ampliação das demandas dos públicos em relação às atitudes das empresas. Diagnosticando essas exigências, o RP pesquisa, estuda e planeja formas de se obter um ganho de imagem institucional. Atualmente não é suficiente que uma organização seja reconhecida somente por suas campanhas publicitárias. Espera-se dela também diálogo, honestidade, incentivo ao seu corpo funcional e atitudes positivas para com a comunidade.

Na falta de um compromisso espontâneo das organizações, desenvolveram-se selos de qualidade como o ISSO 9000 e os órgãos de defesa do consumidor. O RP pode garantir – dentro de casa – o cumprimento dessas exigências, exercendo o papel de ombudsman.

As Relações Públicas constituem uma carreira existente no Brasil desde o pós-guerra. Regulamentada pela Lei 5377/1967 e Decreto-Lei 860/1969, seu exercício é fiscalizado por Conselhos Regionais e Federal. Em termos de formação universitária, 121 escolas em todo o Brasil oferecem a graduação, que é um agregado de conhecimentos de Ciências Sociais, Administração, Direito e Marketing. Outras disciplinas abordam desde a elaboração até a execução de pesquisas de mercado e de opinião pública.

O que faz o profissional de Relações Públicas? As Relações Públicas são muito mais que organização de eventos, sua faceta mais conhecida. O Profissional de Relações Públicas tem como função essencial a garantia de um bom relacionamento com seu meio externo. A consolidação de um conceito e de uma imagem sólidos no mercado e perante a opinião pública em geral baseia-se na expressão da verdade, na transparência e em muita informação. O Profissional de RP tem como função essencial o planejamento estratégico da comunicação da organização. O objetivo é consolidar um conceito e uma imagem no mercado e na sociedade.
Para alcançar essas metas o RP trabalha a comunicação com os diversos públicos que interagem com a organização: clientes, fornecedores, governo, mídia e organizações da sociedade civil.
Lealdade, boa vontade e cidadania empresarial são consequências diretas de uma correta política de Relações Públicas, pensando a integração e a estratégia da empresa, instituição pública ou organização não governamental.

Antecedendo a sua conceituação, ao longo do tempo do desenvolvimento das atividades surgiu a definição legal do exercício privativo de Relações Públicas, acentuando-se algumas atividades que desempenha:

• Planejamento de comunicação integrada da organização com vistas a uma unidade de discursos e otimização de esforços;
• Pesquisas de opinião – para a organização se antecipe às tendências do mercado e detecte falhas rapidamente, evitando prejuízos; • Estudos e avaliação dos perfis de cada público-alvo, direcionando atividades de comunicação específicas;
• Divulgação jornalística (assessoria de comunicação);
• Elaboração de veículos internos de comunicação, tais como ou organs, boletins, newsletters, vídeos, cd roms etc;
• Planejamento e execução de campanhas institucionais e para promoção de produtos;
• Planejamento, análise, seleção e execução de eventos promocionais, culturais, esportivos e sociais;
• Redação de discursos e de material para internet;
• Redação e coordenação de cerimonial e protocolo.
“Relações Públicas caracterizam-se pela aplicação de conceitos de métodos e de técnicas de:
I) comunicação estratégica, com o objetivo de atingir de forma planificada os objetivos globais e os macro-objetivos para a organização;
II) Comunicação dirigida, com a finalidade de utilizar instrumentos para atingir públicos segmentados por interesses comum;
III) “Comunicação integrada, que garante a unidade no processo de comunicação com a concorrência dos variados setores de uma organização.” (1).

Inobstante esses conceitos, compreende-se de modo claro e objetivo que todas as ações de uma organização de qualquer natureza no sentido de estabelecer e manter, pela comunicação, a compreensão mútua com seus públicos são consideradas de Relações Públicas e, portanto, não se subordinam a nenhuma outra área ou segmento.

Relações Públicas são definidas como uma filosofia administrativa organizacional, com funções administrativas de direção e de comunicação, independentemente de nomenclaturas de cargos e funções que venham a ser adotadas sob qualquer subterfúgio.

O que o profissional de Relações Públicas pode fazer pela sua organização?

Criada para estabelecer e viabilizar um canal de comunicação entre uma organização e seus públicos, à profissão de Relações Públicas foi, no decorrer do tempo, incorporando atividades que ultrapassam a ideia transmitida por nomenclatura original.

A organização que conta com um profissional de RP dispõe de um recurso capaz de, entre outras possibilidades, exercitar a transparência dos processos produtivos, dinamizar as relações corporativas e explicitar os compromissos da organização com a sociedade.

Segundo pesquisas realizadas pelo Institutointerscience, publicada pela revista Carta Capital 100 entre os 100 executivos entrevistados, de variados setores empresariais do Brasil, acreditam que uma boa imagem corporativa agrega valor positivo ao seu empreendimento. Para 84% dos entrevistados ter responsabilidade social impulsiona os negócios. A pesquisa revelou ainda que, param 85% dos executivos, a empresa preocupada com questões relacionadas ao País ganha pontos junto aos consumidores.

De acordo com esses dados percebe-se a nova mentalidade do empresariado brasileiro: a busca do conceito positivo e da credibilidade junto à sociedade. Os seus funcionários despontam como recursos determinantes para o sucesso do empreendimento. Nesse ponto se dá uma das atribuições do |profissional de RP. Apto a perceber os ruídos de comunicação que interferem, direta ou indiretamente, no alcance das metas de produção, projeção e credibilidade da empresa no mercado, o Profissional de RP pode desenvolver projetos para um melhor fluxo de informações, capitalizando ganhos de imagem.

Num mercado competitivo o diferencial entre as empresas não mais se limita ao binômio qualidade e preço. A forma como suas ações são percebidas pela opinião pública também confere e legitima o seu posicionamento frente à concorrência.

Outra atividade para o RP é o papel de negociador em momentos de crise. A administração de conflitos é decisivo para a administração de conflitos. Dentro e fora da organização, que constitui uma das mais cruciais contribuições que um Profissional de Relações Públicas pode oferecer com a mais absoluta garantia de sucesso.

Verifique se a sua organização já dispõe desse Profissional. Se não, contrate um Relações Públicas imediatamente e verificarão excelente resultado em curto espaço de tempo.

Em fundação do elevado grau do conceito de conhecimento técnico que conceitua o Profissional de Relações Publicas, pode desenvolver na organização, seja classificada como micro, de pequeno porte, médio ou de grande porte e de quaisquer ramos de atividade, público, privado ou misto, com ou sem fins lucrativos, nas áreas de:

I – Comunicação:

a) Institucional, criada exclusivamente para formar imagem positiva em torno da organização, empresa, pessoa ou, ainda, em torno de algo ou de alguma coisa que envolva as atividades de uma organização, empresa, pessoa, ou, ainda, no que concerne a comunicação institucional, com este escopo, está ligada ao nível de abordagem do assunto tratado e o tipo de linguagem adotada para transmitir informações de uma determinada organização. O nível de abordagem deve ter a amplitude necessária à representação do conjunto de conceitos de uma organização, como filosofia, valores, missão, visão, políticas, pensamentos, condutas, posturas e atitudes, tanto do ponto de vista ético-moral quanto administrativo, em todos os níveis da organização. A linguagem institucional é aquela que trata esses assuntos com isenção comercial ou mercadológica, atendo-se, apenas, a identificar, demonstrar e apresentar os conceitos ligados aos temas próprio da organização, com a intenção de informar e satisfazer os interesses de um ou mais públicos ligados à empresa e os dela próprios;

b) Corporativa, com as mesmas características e objetivos da comunicação institucional, com a particularidade de estar ligada exclusivamente à alta administração das organizações;

c) Organizacional, a ação estratégica de uma organização, elaborada com base no diagnóstico global e em uma visão geral da organização, levando-se em consideração o processo de relacionamento entre a organização e os seus públicos, individual ou simultaneamente;

d) Pública ou Cívica, a que promove o fluxo da informação entre as necessidades da sociedade e aquelas que estão disponíveis nas instituições públicas que são, por natureza, as portadoras do interesse coletivo;

II – Pesquisa: processo interativo de levantamento de dados e informações de interesse de uma organização, compreendendo:

a) Quantitativa, quando analisa informações com profundidade maior do que apenas a identificação numérica e percentual de opiniões de entrevistados;

b) Qualificativa: é a análise de informações com maior profundidade do que apenas a identificação numérica e percentual de opiniões de entrevistados. Pode ser o resultado das opiniões individuais ou em grupo, levando-se em conta, além da opinião, o conhecimento, a percepção e as expectativas dos entrevistados;

III – Auditoria de Opinião: que constitui técnica específica de relações públicas que levanta informações buscando-se a manifestação de opiniões dos entrevistados de maneira informal e espontânea. Processo de comunicação e interação voltado para o levantamento de informações e identificação e opiniões, percepções e expectativas, com a finalidade de obter, pela análise e interpretação das informações, o resultado que quantitativo que determina o perfil organizacional. Essa análise oferece um diagnóstico preciso e o embasamento correto para a criação do planejamento estratégico de comunicação. A auditoria de opinião com fins institucionais compreende:

a) Auditoria ou pesquisa de imagem, técnica que objetiva, exclusivamente, a identificação da imagem mediante o conceito que tem o entrevistado em relação à organização;

b) Auditoria ou pesquisa de clima organizacional, técnica que tem por finalidade identificar os níveis de satisfação e insatisfação do indivíduo e do grupo e que, em seu conjunto, determinam qual o tipo de harmonia ou conflito existente na organização ou parte dela;

c) Auditoria ou pesquisa de perfil organizacional, técnica que objetiva identificar as características institucionais, administrativas, políticas e de procedimentos e que, consolidadas, permite que seja formuladas a definição sobre a organização;

IV) – Diagnosticar: executar ações que permitam o conhecimento ou a determinação das causas que provocaram determinado fato nas organizações. A análise conclusiva das informações desse conhecimento ou dessa determinação é chamado diagnóstico;

V) – Prognosticar: executar ações que permitam antever com antecipação ou o encaminhamento de determinada questão. A análise conclusiva das informações que possibilitam o desfecho ou encaminhamento é chamado de diagnóstico;

VI) – “Público Estratégico ou Interesse: segmento definido como sendo portador de interesse mútuo e comum à organização.” ( 2). A falta de registro junto ao Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas torna ilegal o exercício da profissão, da atividade ou da função de Relações Públicas, tornando-se o infrator, pessoa física ou jurídica, punível com as cominações definidas no Código Penal Brasileiro e nas resoluções normativas do CONFERP.

1/2 – art.. 4º Resolução Normativa nº 43, de 24/08/2002